A tecnologia democratiza a educação, mas não substitui a interação humana

O digital entrou na educação e não há mais volta, mas é preciso ter cuidado para fazer o melhor uso da tecnologia

Pensar em modelos educacionais do ponto de vista do aluno e a partir do diálogo com os estudantes são algumas das formas de democratizar o ensino através da tecnologia. Esses dois pontos foram discutidos por Fernando Shayer, CEO da Cloe, durante transmissão no Dia Mundial da Educação. O executivo lidera uma empresa que oferece plataformas educacionais totalmente digitais que podem ser aplicadas no ensino privado e público.

Segundo ele, o ensino remoto gerou uma “revolução” no setor, instigando educadores a pensar em como desenvolver práticas pedagógicas que são iniciadas a partir das percepções de crianças e adolescentes. Ou seja, um formato customizado, seguindo diretrizes curriculares, mas adaptáveis ao novo normal no ensino. Para o educador, a crise sanitária global que teve início no final de 2019, fez avançar em até 20 anos o desenvolvimento de soluções pedagógicas.

“Um dos aprendizados da pandemia é que o digital entrou na educação, e não há mais volta. O cuidado nesse momento é que seja extraído o melhor uso dessa ferramenta. Quando usada em seu potencial [a tecnologia] democratiza a educação e a viabiliza [o ensino] em larguíssima escala”, explica.

Outro ponto importante para Shayer é a interação humana que a tecnologia exige. A educação no formato conhecido no formato tradicional, como memorizar e reproduzir, pode ser feita tranquilamente por máquinas. O que o ser humano tem de melhor é a interação e não perde em nada quando feita com o pai, mãe ou professor. “Quanto maior a revolução digital, maior a interação humana.”

Fonte: EXAME